IPLAN assegura impacto ambiental positivo no Parque Central

Prefeitura nega impasse e licitação do projeto acontece nesta segunda-feira, 13.

O projeto do Parque Central de Ponta Grossa já está em fase final do processo de licitação. Nas duas últimas semanas a equipe do IPLAN esteve acompanhando as empresas interessadas em participar do projeto em visitas técnicas ao local do futuro Parque Central e, na próxima segunda-feira (13), acontece a entrega das habilitações técnicas e das propostas de preço.

De acordo com o diretor do IPLAN, Paulo Barros, o projeto conceitual elaborado pelo instituto é de alta complexidade e prevê um grande impacto ambiental positivo, trazendo grande ganho na recuperação de área degradada e proporcionando um novo espaço de lazer e convívio para a cidade. “O projeto é conceitual, a gente já sabe qual a necessidade do parque e o que a população quer do parque. Ainda será feito um diagnóstico para saber que tipo de intervenção deve ser feita nas águas daquela região”, afirma Barros.

O Iplan preparou o projeto conceitual, que prevê o aproveitamento dos remanescentes ferroviários, que são as áreas que tinham trilhos, portanto com baixa declividade, e por isso permitem a circulação através de ciclovias e de pedestres. “Outro princípio que norteia o projeto é uma forma nova de se pensar o tratamento que tem sido dado para as áreas de arroio, pela grande quantidade de áreas de fundos de vales com declividade acentuada que a gente tem em toda cidade”, comenta a coordenadora de projetos, arquiteta Nisiane Madalozzo. A ideia é que seja criado um sistema de parques lineares na cidade, interligados pelos remanescentes ferroviários, e o Parque Central será o primeiro e maior deles.

O governo Marcelo Rangel está investindo em saúde, meio ambiente e qualidade de vida quando o assunto é a construção de um novo, moderno, bonito e amplo espaço de integração para o convívio e o lazer de milhares de famílias, o Parque Central. Ocupando uma área de 177 mil metros quadrados, o Parque Central será uma das opções de lazer ao ar livre em Ponta Grossa. Engloba desde a rua Fernandes Pinheiro até a Avenida dos Vereadores. É proposta no conceito a ampliação da atual área de parque, integrando ao mesmo áreas subutilizadas e equipamentos públicos como o Restaurante Popular, o Ginásio para pessoas com deficiência, a Biblioteca e o Conservatório. O projeto conceitual, disponível para consulta no site do Iplan desde outubro de 2015, ainda prevê a readequação de usos para algumas das edificações, dando sedes a programas existentes das secretarias de Turismo, Educação, Esportes e Cultura. É incorporada como nova área de parque o trecho entre a rua dos Operários e a avenida dos Vereadores, compondo o Setor Águas de Olarias do Parque Central.

O projeto estabelece a divisão por fases da Obra. A primeira fase é a do Setor Águas de Olarias e será composta por 49.373 metros quadrados; a fase 2 é o setor do Parque Ambiental e terá 47.526 metros quadrados, a fase 3 fica na região da Usina do Conhecimento e Restaurante Popular e possui 35.090 metros quadrados e a última fase engloba a região do Terminal Central, Shopping Popular Paraguaizinho e rua Fernandes Pinheiro e possui 45.011 metros quadrados.

Segundo a coordenadora, com o projeto o objetivo é que as pessoas que venham para o Setor Águas de Olarias vejam o rio, revertendo o atual processo de poluição. “Além disso existe a proposta de uma pequena edificação, que seria uma arquibancada feita com o próprio gramado, aproveitando declive existente, e a colocação de um palco aberto, que seria o anfiteatro bem ao ar livre, nos mesmos moldes da Opera de Arame e do Parque Barigui, que tem edificações pouco invasivas”, salienta Nisiane. Além disso ela acrescenta que o atual Parque Ambiental encontra-se bastante degradado, com espaços subutilizados e pouca qualidade plástica e funcional. “Existe a necessidade de otimizar a utilização dos edifícios históricos existentes no local e criar novos espaços para lazer, descanso e contemplação, com materiais e elementos construídos seguros, confortáveis e adequados às atividades que os ponta-grossenses buscam realizar nesse espaço”, completa a coordenadora.

A diretora administrativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Patrícia Hilgemberg, se manifestou em relação a rumores de que haveria discordância no projeto do Parque Central envolvendo questões ambientais entre o Iplan e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Não há discórdia sobre o projeto. A Secretaria de Meio Ambiente ainda aguarda o momento de formular um parecer e isso ainda não aconteceu”, pontua Patrícia.
O projeto conta ainda com apoio do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema).

Mais informações e perspectivas sobre o projeto conceitual, no link do IPLAN no site da prefeitura http://www.pontagrossa.pr.gov.br/node/19474.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.