3º Ciclo de Palestras para a Revisão do Plano Diretor: Encontro debateu as vantagens do uso da bicicleta

Dezenas de arquitetos, estudantes e interessados no tema “Ciclomobilidade, o uso da bicicleta como meio de transporte” compareceram no dia 2 ao evento que iniciou o 3º Ciclo de Palestras para a Revisão do Plano Diretor de Ponta Grossa. O encontro, realizado pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (IPLAN), aconteceu na sede da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa, e contou com palestras e debate a respeito do tema.

Entre os participantes, José Carlos Assunção Belotto, coordenador do programa Ciclovida na UFPR, proferiu a primeira palestra. Inicialmente, Belotto exibiu um vídeo que mostrou a rotina do uso da bicicleta em cidades que investiram em ciclovias e onde a cultura da ciclomobilidade já está consolidada. Os exemplos foram Copenhagen (Dinamarca), Amsterdã (Países Baixos) e Bogotá (Colômbia). Belotto trouxe ainda sua visão acadêmica do assunto, com a pesquisa voltada para mobilidade com bicicleta na Universidade Federal do Paraná.

Mais tarde, Luis Claudio Brito Patricio, autor do livro “Minha garagem é uma sala de estar” e coordenador do Programa Transporte Livre da Celepar falou a respeito do uso da bicicleta do ponto de vista de quem faz uso constante do veículo e sua viabilidade prática. Renato Dombrowski, arquiteto e urbanista do IPLAN, trouxe uma perspectiva técnica do tema, descrevendo detalhes da instalação das novas ciclovias em Ponta Grossa.

O presidente do IPLAN, Paulo Barros, abriu o evento, lembrando que a evolução da ciclomobilidade é um processo lento, mas com grandes benefícios que vão desde a ausência total de poluição, passando pelo lazer e exercícios físicos.

“A ciclomobilidade urbana carece de uma discussão maior. (…) O que mais precisamos é segurança, desde onde guardar a bicicleta até como se movimentar na cidade. Por isso ações como o ‘Pedal Noturno’, que conta com apoio da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte, são tão importantes”, lembrou Paulo Barros.